
Banda que está na ativa desde fins dos anos 90, mas que eu só soube da existência lá pelos idos 2005. Nesse ano fui morar em Valencia como estudante de intercâmbio. Tinha poucos dias que eu tinha chegado e li num jornalzinho do metrô que ia haver um show de Graham Coxon (ex Blur) e uma tal Camera Obscura. Li a data e não acreditei, era naquele mesmo dia a poucas horas! Eu, como fã alucinada do Blur, arrastei meu companheiro de “piso” e fomos atrás do show. O problema é que era num lugar bem distante, já quase saindo da cidade, dificil pra achar, imagine pra nós. Quando a gente conseguiu chegar, havia uma movimentação na frente, mas eram as pessoas já pra lá de bagdá, uma cena bem fim de festa, voltei frustrada pra casa por ter perdido. Dias depois, numa reunião de ap, bastante comum entre intercambistas, apareceu um menino com uma camisa do Camera Obscura. Falei que já tinha visto o nome em algum lugar mas não lembrava direito. Ele disse que tinha tido show deles, tinha ido e que tinha sido maravilho!
Um ano depois eles estariam lançando esse lindo disco chamado “Lets get out of this country”. “Lloyd, I’m ready to be a heartbroken”, melhor faixa do disco, tá no rol das músicas imortais. Poderia muito bem ter sido escrita pelos Jesus and Mary Chain,por exemplo, só que com muito mais açúcar. Os timbres do Camera Obscura são inspirados no pop sessentista. Se percebe isso na voz suave de Tracyanne Campbell, nos órgãos hammond e nas harmonias. É um deleite, mas é bom guardar pra ouvir em momentos mais “intro”, quando a melancolia bate à porta ou quando se toma um pé na bunda, rs.
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